domingo, 5 de setembro de 2010

Mulheres, pornografia e direitos (e deveres) femininos.

Há quem diga que as mulheres precisam de um manual de intruções. Eu discordo.
Não somos tão complicadas assim. Mulheres não precisam de um "passo a passo", precisam de paciência da parte dos homens que quiserem compreendê-las e coragem de sua própria parte, caso queiram ser compreendidas.

Obviamente existem inúmeros tipos e nenhuma é igual a outra. Se o que você procura é facilidade e tranquilidade, então eu sugiro que compre uma passagem pra uma praia paradisíaca (e o Brasil tem muitas!).

Entretanto, antes de ser um post sobre "como desvendar uma mulher", esse post destina-se a "o que é ser mulher".

É fato que nós somos um paradoxo ambulante. Além da tão manjada frase "Como pode um bicho sangrar por dias a fio sem morrer?" existem inúmeras contradições no universo feminino.
Devido ao fato de que a sociedade se ergueu sob uma ótica cristã, ve-se coisas que até "Deus" duvidaria. A maioria de nós (me inclua fora dessa!) ergue a bandeira do feminismo como se fosse seu segundo nome, ou o que é pior, um direto a ser conquistado com unhas e dentes. Lutam por salários iguais, posições de liderança, isso e aquilo outro. Entretando, na hora dos deveres, muitas ateiam fogo e abandonam o barco.

Não existem mais mulheres ingênuas, castas e puras. Se quiser ver/ser uma mulher desse tipo escreva um romance!
Conheço pouquissimas mulheres que assumiriam de cara limpa que se masturbam, conheço ainda menos mulheres que diriam em alto e bom tom já ter visto um pornô. Mais raro ainda é quem admita que assiste ou gosta. Algumas alegam que o gênero é desprezível porque é frio, ou porque é voltado aos homens. Eu afirmo que isso é balela das grossas! Existem tantos tipos de pornô quanto marcas de perfume! Nunca ter assistido pornografia é como admitir que existem imensas diferenças entre homens e mulheres e o pornô é um terreno proibido para aquelas que querem manter sua honra.
E aquelas que não fazem xixi na casa dos outros por causa do barulho? E as que fingem orgasmo? Esse último tipo é o que acaba com toda a história dos direitos femininos... Se eu não tenho um orgasmo, digo com todas as letras, porque sei que tenho tantos direitos quanto o meu parceiro.

Na luta pela conquista de espaço, nos esquecemos que toda investida é acompanhada de um enorme risco. Arriscamos perder quem nós somos e o que "ser mulher" significa. No desespero para sermos iguais, esquecemos que nunca seremos ao menos parecidas com o sexo oposto, a começar pela biologia (Ou você conhece algum homem que tenha direito a tanto tempo de licença paternidade quanto uma mulher tem de licença maternidade? Homem que menstrua? Mulher com pelos no ouvido?).
Para compensar essa "desigualdade", iniciou-se uma guerra entre os sexos, cada qual tentando ser superior e independente de quem ganhe a batalha, todos saem perdedores. Um sexo não é superior ao outro. São complementares.

Antes de abraçarmos os direitos da igualdade, deveriamos também nos lembrarmos dos deveres que temos para conosco. Hoje em dia é um crime passível de punição severa no universo feminino afirmar que não quer trabalhar porque deseja cuidar da prole ou que sonha casar virgem. Isso implicaria submissão e a submissão merece a morte! Entretanto, vamos recordar que para repetir qualquer coisa em alto e bom tom, é necessário uma escolha movida por uma forte razão. Como poderia alguém que luta por aquilo que deseja ser submisso? Mais submissas são as tais "feministas" que acreditam que pornografia, masturbação e necessidades fisiológicas são um crime contra sua boa imagem.

Por fim, quero deixar claro que não tenho nada contra quem não gosta de pornografia. A coisa vai mais além. Meu desprezo é para aquelas que não sairam do armário e para todo o qualquer preconceito fundamentado em opinião superficial ou conceitos pré-estabelecidos. Se eu não gosto de algo, devo saber o porquê, isso é básico.

4 comentários:

  1. Bem, este terreno não é bem minha área...nem sei se sou submissa, feminista ou um pouco dos dois mas, é fato que não gosto da grande parte dos filme pornos que circulam. Já vi sim e só gostei de um porque além de sexo, tinha contexto.
    Ademais, neste interim todo, prefiro nem comentar como jádizia Copélia! hehehehehehehehehe

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  2. Adorei o post Lisa. O post não fala sobre filme pornô e sim preconceito e falta de atitude, não é? Achei genial.

    Um beijo

    Josi

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  3. ai eu ODEIO porno.. É o Ó ! a não ser aqueles feitos com mangá desenhados atras de cartas de baralho!
    iuaheiuaheiuohehoaiehaioheaoiheoiah
    ninguem te merece! pra que fazer isso? pra que expor as coitadinhas, que graça teriamos nós se não fosse a existência delas?

    bêju nêga

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  4. Lisa adorei! e é bom demais fazer festa com o feminino e o masculino... masculino e feminino... e complemento kkkk. adorei.

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